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Notícias
Curso
de Turismo realiza visita técnica às cidades históricas de Minas Gerais
Por
Luís Antonio Groppo*
Entre
os dias 12 e 16 de junho de 2002, os alunos do 2o ano do Curso de
Turismo do Centro UNISAL, Unidade Americana, realizaram uma importante visita técnica.
Acompanhados dos professores Marcela Candioto e Luís Antonio Groppo, tomaram
contato com a riqueza cultural da histórica Minas Gerais. Dentro do espírito
de uma autêntica visita técnica, os alunos também ajudaram a preparar a
viagem nos seus aspectos técnicos. Enfim, durante toda a visita, coletaram
dados e realizaram análises sobre o Planejamento Turístico no roteiro das
cidades históricas, atentando sobre pontos positivos, negativos e potenciais.
É muito importante destacar o papel crucial da Agência Júnior de Turismo na
organização da visita - agência esta, por sinal, aberta para o auxílio de
quaisquer outras visitas técnicas que porventura venham oferecer os diversos
cursos do Centro UNISAL.
Tal
relato pretende reforçar para a comunidade o aspecto transdisciplinar que, além
de reconhecidamente necessário, é efetivamente aplicado no curso de Turismo,
tanto no seu cotidiano acadêmico, como durante eventos excepcionais, como uma
visita técnica. É possível, já nesta apresentação, perceber parte do rol
de saberes, técnicas e conceitos envolvidos na ida às cidades históricas de
Minas. História, Arte, Patrimônio, Museologia, Geografia, Planejamento e Gestão
do Turismo, Agenciamento e Transportes podem exemplificar por ora tal
transdisciplinaridade. Os alunos foram preparados em sala de aula para esta
visita, cujos resultados, impressões e dúvidas estão sendo novamente assunto
do cotidiano acadêmico.
As
cidades históricas visitadas foram Ouro Preto (onde também nos hospedamos),
Mariana, Congonhas do Campo, São João Del Rey e Tiradentes. Nestas,
destacou-se a visitação, sob orientação de guias especializados, a igrejas e
museus históricos. Também, devemos citar a marcante visita à Mina de Ouro,
hoje desativada, de Mariana. Impressionou aos alunos o contraste entre o
esplendor das igrejas e as condições de trabalho talhadas nas irregulares
paredes subterrâneas da mina de ouro. Ainda que a mina subterrânea não fosse
propriamente a forma primordial de extração de metais preciosos durante o auge
da colônia dourada, no século XVIII, serviu para ilustrar a relação íntima,
mas muitas vezes secreta, entre estrutura de exploração de homens e terras e
superestrutura de beleza e luxo. Esta foi uma das inúmeras vezes em que
percebemos a triste relação com a atualidade do que aconteceu com as terras
douradas do Brasil colonial.
No
aspecto do Planejamento Turístico, é importante ressaltar o quanto os alunos
foram atentos na observação e análise crítica dos aspectos benéficos -
principalmente na quantidade e qualidade de atrativos - e problemáticos - como
a infra-estrutura necessária à visitação turística - do Turismo nas Minas
histórica. Tal atenção deveu-se à preparação anterior em sala de aula, bem
como um roteiro a ser preenchido pelos alunos durante a visita, que irá render
relatórios sobre as condições apresentadas, quanto ao Turismo, na região.
Tal aspecto ilustra novamente a importância da relação conteúdo, sala de
aula e atividade extra-classe num processo pedagógico holístico.
Apesar
de todo o rigor, necessário certamente dado o caráter educacional, sobretudo,
desta visita técnica, é preciso terminar este texto ressaltando como foram
bons, também, os momentos de lazer e recreação, tanto no ônibus quanto nas
belas noites de Ouro Preto. Ainda aqui os aspectos técnicos tiveram que ser
observados - estrutura de entretenimento, alimentação etc. Mas aqui
destacaram-se os bons momentos de convivência alegre, contudo respeitosa, entre
os alunos e professores, por algumas horas transformados em companheiros de
festa e recreação.
*
Professor do Centro UNISAL, Unidade Americana.
Algumas
fotos tiradas durante a visita técnica:
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Por
Denis Marcelo de Campos
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Por
João Carlos Pereira Figueiró Junior
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